19/08/2013

Fernando Pessoa nas vozes de Boccanera e José Paulo

Foi quase como ver pessoalmente Pessoa. A descrição que o autor do livro “Fernando Pessoa, uma quase autobiografia” fez do escritor no início da última sessão de domingo do Litercultura-Festival Literário Curitiba 2013 tinha detalhes que revelam a personalidade do poeta português. Usava sapatos de verniz, camisa engomada, calça justa que na época era conhecida como papo de anjo, casaco, gravata borboleta preta ou cinza para combinar com o chapéu preto ou cinza, tombado para o lado esquerdo. Tudo comprado nas lojas mais caras e tradicionais da pequena Lisboa de 1920-1930. “O detalhe é que num manuscrito de Pessoa ele registrou que não tinha dinheiro nem para jantar. Era um homem enormemente vaidoso”, diz José Paulo, escritor e advogado recifense, consultor da Unesco e do Banco Mundial, ex- ministro da Justiça; membro da Comissão Nacional da Verdade e da Academia Pernambucana de Letras. O livro sobre Pessoa ganhou formato de áudio book, com poemas lidos por Sílio Boccanera. Mas quem foi ao Palacete Sociedade Garibaldi pode acompanhar o jornalista, ao lado de José Paulo, ler os poemas. Com voz imponente, Boccanera fazia a voz do narrador, enquanto José Paulo lia a voz de Pessoa para a plateia que apreciou o evento.

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